A decadência de Caetano



Depois de reencontrar brilhantemente o rock em seu último álbum (), Caetano Veloso volta a decepcionar o público com seu novo trabalho. Zii e Zie - Transambas tinha tudo para ser perfeito, porém está bem longe disso.

Estamos numa época onde o samba está voltando a ser moda. Voltando a ser valorizado. Só que o samba (assim como o brasileiro) sempre se reinventa, ele nunca volta igual. E esse novo samba foi o ponto de partida para o novo álbum de Caetano - músico antenado que é. Mas, infelizmente ele não obteve o mesmo sucesso de outros músicos brasileiros como Tom Zé, Mundo Livre S/A e, mais recentemente, Curumin.

Bom, vamos às músicas. As faixas "Perdeu", "Falso Leblon" e "Lapa" se destacam. Já as outras músicas... elas se afogam num oceano de idéias super elaboradas e mal resolvidas.

Talvez a faixa "A Baía de Guantánamo" se salve. Mas somente porque ela nos remete ao belo clássico "Haiti". Mas, qualquer esperança some quando ouvimos a fraca "Lobão Tem Razão" e o quase axé "A Cor Amarela ou Menina da Ria". São músicas que fazem qualquer fã de Caetano ter que reconhecer a bela porcaria que é esse seu novo trabalho.

Embora continue louvável a decisão de um medalhão da MPB como Caetano experimentar novos caminhos, atualizando sua face experimental, faltam ao novo trabalho boas canções e um foco mais centrado.

era um álbum de letras pessoais, de momentos raivosos e intensos, de ecos no indie rock. Já Zii e Zie perde o foco ao ampliar seu campo de visão e suas tentativas de fazer “transambas".

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