
Como falar do show do Radiohead sem parecer um fanático irracional? Sinceramente, não sei. São nessas horas que fico feliz por ter um blog, onde posso ser totalmente parcial.
Tive muitas dúvidas sobre o setlist que seria apresentado em São Paulo. Porém, domingo pude sentir na pele que, por algum motivo, a banda britânica resolveu presentear os paulistas. Só podemos dizer: "Obrigado Radiohead!"
Eram 22h quando a banda subiu ao palco montado na Chácara do Jóquei, para deleite dos milhares de fãs que tanto aguardaram a vinda do quinteto britânico ao país. O grupo abriu o show com "15 Step", do álbum mais recente, In Rainbows, que foi tocado na íntegra. Em seguida, emendou outro hit, "There There", indicando que estava por vir uma apresentação arrebatadora.
O primeiro grande momento do show veio com "Karma Police", música de um dos melhores discos da história do Rock - Ok Computer. Outro destaque foi a versão de "Idioteque", que ao vivo ganhou muito mais peso eletrônico. De repente aquela plateia "roqueira" estava dançando como se o Just a Fest fosse uma grande rave.
A emoção tomou conta de todos quando, surpreendentemente, Thom Yorque e cia. tocaram "Exit Music", música que foi tema do filme "Romeo+Julieta" (1996). A plateia silenciou-se. Todos ficaram apenas ouvindo e sentindo aquela que é uma das mais tristes músicas da banda.
No primeiro bis, o grupo tascou o hit "Paranoid Android". Quando a música acabou aconteceu o momento mais marcante e emocionante do show - a plateia, mesmo após o final da música, iniciou um enorme coro fazendo a segunda voz com “Come on raaaaaaaaaaaaaaain down on me”. Então, Thom Yorque, que já ía começar a tocar a próxima canção, se rendeu ao apelo do público e fez um lindo dueto com a platéia. Para completar, o vocalista emendou com "Fake Plastic Trees", imortalizada no Brasil como a "música do Carlinhos", por aparecer em um comercial de TV sobre síndrome de Down.
Durante a música “The National Anthem”, um estranho trecho da rádio Band News FM apareceu. Thom Yorque explicou depois que não tratou-se de um acidente. Foi proposital. Eles sempre sintonizam uma rádio local, aleatoriamente, para se misturar com a música.
Bom, o show foi prosseguindo, o segundo bis já tinha terminado e nada de "Creep" dar as caras. Mas quando a maioria do público já se conformava com a ausência do maior clássico da banda, o Radiohead volta para um terceito bis e Thom Yorque solta: "Adivinhem qual é essa". Quando os primeiros acordes de "Creep" foram tocados, a comoção foi geral.
O setlist de São Paulo foi muito melhor que nos outros shows da América Latina. Afinal, é raro ouvir "Fake Plastic Trees" e "Creep" num mesmo show. Eles nunca fazem isso! Para vocês entenderem, ontem fiquei sabendo que o canal Multishow teve acesso ao setlist original do show de São Paulo. Duas músicas programadas para serem tocadas foram riscadas à caneta e, no lugar delas, escreveram os nomes de "Fake Plastic Trees" e "Creep". Ou seja, a banda resolveu incluir essas músicas na última hora. Motivo? Só Deus e o Radiohead sabem. Mas, de qualquer forma, São Paulo agradece!
A sensação de assisir a um show do Radiohead é única. As pessoas chegam a ficar paradas, só ouvindo e assistindo a apresentação da banda. E por falar em assistir, o palco do Radiohead foi um show à parte. Tubos cilíndricos de luz pendiam do palco, formando um cenário futurista. No telão, os músicos apareciam em close e as cores do palco mudavam, de acordo com o tom de cada música.
Como disse no início deste post, é muito difícil falar desse show sem parecer um fã irracional. A única coisa que posso falar, com toda a certeza do mundo, é que vai demorar muito para São Paulo ver um show como esse.
Quem não viu, perdeu!
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