
O grande filme de Steven Soderbergh sobre a vida de Che Guevara chega, finalmente, às telas brasileiras. "Che" estreia hoje no Brasil e promete conseguir uma boa bilheteria, já que o filme conta a história do maior revolucionário das Américas.
Trabalhando a partir de um roteiro assinado por Peter Buchman ("Jurassic Park 3"), baseado num livro de memórias do próprio revolucionário, o diretor filma com distanciamento quase documental dois momentos na vida do personagem: a campanha para a tomada do poder em Cuba, em 1959, e a visita à ONU em Nova York, em 1964.
Benicio Del Toro vive Guevara. O ator porto-riquenho embarcou nesse projeto há anos. O filme demorou muito a ser concretizado devido às dificuldades em obter financiamento, especialmente por ser falado em espanhol, o que gerava dúvidas entre os produtores norte-americanos.
Interpretado pelo mexicano Demián Bichir, Fidel Castro acaba sendo um personagem secundário no filme de Soderbergh. Tudo é narrado pelo ponto de vista de Che. Além de longas cenas de batalha, a obra mostra, em pinceladas, o lado que fazia do argentino um líder com potencial para ser amado pelas massas.
A história é magnífica por si só. Já o filme, se salva pela interpretação de Del Toro. O porto-riquenho dá vida a Che como se tivesse o conhecido. A semelhança física entre os dois é enorme. Há momentos que não é possível saber se estamos vendo o Che real ou se é Del Toro. Apesar do ator não ter sido lembrado pela Academia, levou o merecido prêmio de Melhor Ator em Cannes.
Quando digo que o filme se salva pela interpretação de Del Toro, digo isso porque "Che" não é nada brilhante. O problema do longa, na minha opinião, é que grande parte da ação se passa nas florestas, onde Guevara e suas equipes tramaram as conquistas e derrotas revolucionárias. O filme acaba ficando muito parado. Essas cenas (nas florestas) são a parte mais chata e monótona do filme. Além disso, a película acabou ganhando muito mais cara de documentário, graças ao estilo narrativo da trama.
Apesar dos pesares, seria injusto dizer que Del Toro é a única coisa boa do filme. Muito louvável também é a idéia e mensagem que são passadas. Del Toro e Soderbergh transmitem um conceito de que Che, mesmo morto há 40 anos, ainda é bastante vivo na memória contemporânea por meio não somente de camisetas e bandeiras, mas pelos seus ideais.
Eu, que já assisti a "Che", agora estou ansioso para ver a sequência - "A Guerrilha". Afinal, não podemos esquecer que, originalmente, tratava-se de apenas um filme. É preciso assistir às duas partes para tirar maiores conclusões.
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